Como os movimentos sociais têm se colocado face a uma perspectiva de educação diferenciada da perspectiva oferecida pelo Estado

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I Seminário Internacional & III Seminário Nacional Movimentos Sociais, Participação e Democracia

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Anais do III Seminário Nacional e I Seminário Internacional: Este artigo se propõe, a trazer uma reflexão sobre a problemática do conflito existente entre sociedade civil e Estado, no que diz respeito a educação não-formal vivida em meio aos movimentos sociais, objetivando evidenciar como algumas organizações têm se colocado face à perspectiva de uma educação diferenciada do caráter formal da educação proposta e oferecida pelo Estado. Traz ainda, relatos de atores sociais envolvidos no Movimento dos trabalhadores rurais Sem Terra (MST), a fim refletirmos no modo como estes pensam a educação para a construção de sujeitos autônomos. Constatamos que a educação no seio dos movimentos sociais, em especial para o MST, busca um sentido emancipatório, visto que se concretiza enquanto resistência a uma condição de injustiça imposta pelo Estado, e tenta garantir aos seus participantes, além dos conteúdos normais, uma vinculação com sua própria cultura e da prática do trabalho rural. Trabalham também o sentimento de pertença ao movimento dentre os participantes, para que esses se posicionem frente a sociedade como sujeitos de direitos.

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